Uma década de música e raízes no Morro dos Cabritos
Wesley Gonzaga completa 10 anos de carreira em 2026, celebrando uma trajetória que começou nas noites do Morro dos Cabritos, em Contagem. Neto de jornalista, reconhecido pelo cabelo azul vibrante e por somar mais de 200 milhões de visualizações no YouTube, o artista se destaca como um dos principais nomes do funk mineiro.
Em entrevista a O TEMPO, ele recorda o início precoce na música, aos 14 anos. “Sempre fui fã de música e do funk, que esteve presente na minha vida tanto em momentos bons quanto difíceis. A palavra que mais me define hoje é gratidão: pela perseverança e por não ter desistido”, afirma Wesley.
Do cenário local para palcos internacionais
O artista mantém viva a conexão com suas origens, valorizando a infância na comunidade que o viu crescer. “Se eu pudesse falar com o Wesley de 14 anos, daria um abraço e falaria: ‘Você aproveitou, seu danado!’”, confessa. Essa relação com a periferia foi combustível para levar seu som para além das fronteiras de Minas Gerais e do Brasil.
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Recentemente, Wesley passou por palcos internacionais, onde percebeu a aceitação do funk brasileiro. “Crescemos olhando para grandes nomes internacionais como se fossem de outro planeta, mas quando vamos para lá e os gringos abraçam nosso estilo e cultura, percebemos a força do que fazemos”, destaca.
Inovações e desafios na cena do funk mineiro
Como pioneiro nas montagens de funk que viralizaram em plataformas digitais, conhecidas como MTG, Wesley acompanhou a transformação de Belo Horizonte em uma das capitais do funk no país. Ele atribui o sucesso à autenticidade do produtor mineiro. “Belo Horizonte revela muito talento. Cada artista tem um diferencial: veio o Delano, os MCs da melodia e eu cheguei com um beat diferente. O mineiro tem um tempero único, que naturalmente integrou o funk”, explica.
Apesar dos avanços, o músico critica a influência dos algoritmos e virais na criação artística atual. “Quando viralizei, a música era mais orgânica e feita por diversão. Hoje, plataformas como TikTok e Spotify ajudaram, mas também tornaram tudo mais metódico, focado nos 20 segundos de vídeo. A arte precisa ser livre, o artista deve ter liberdade para experimentar”, defende.
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Planos para o futuro e compromisso social
Consolidado no cenário nacional, Wesley Gonzaga projeta os próximos anos com foco na inovação. Além de ampliar sua atuação para o canto e preparar um novo EP que mistura suas referências de 2016 com tendências atuais, ele planeja uma celebração especial. “Queremos realizar um show beneficente para arrecadar alimentos e ajudar uma comunidade carente. Fazer o bem e receber esse carinho é uma via de mão dupla”, revela o artista.
