Apoio político com foco em recursos federais
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), formalizou seu apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) ao Senado por Minas Gerais durante um encontro com lideranças políticas e comunitárias na última terça-feira (15). Damião declarou publicamente sua intenção de votar no tucano e de engajar sua base no pleito, sustentando que essa aliança é fundamental para ampliar a interlocução da capital mineira junto ao governo federal.
“Eu vou votar no Aécio e vou pedir voto para Aécio”, afirmou o prefeito, ressaltando a importância de garantir maior acesso a recursos que viabilizem projetos para Belo Horizonte. Aécio Neves disputa uma das duas vagas que Minas Gerais tem direito no Senado.
Contexto político e repercussões no Judiciário
No mesmo dia, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliaram que a proposta do ministro Edson Fachin para estabelecer um código de conduta interno no tribunal perdeu força após uma sessão marcada por embates entre os integrantes. A falta de consenso e a quebra de confiança entre os ministros indicam obstáculos para a aprovação das novas regras, segundo interlocutores ouvidos pela Folha de S.Paulo, que também perceberam uma fragilização da posição de Fachin.
Reações institucionais vieram de associações de magistrados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul após declarações do ministro Flávio Dino, que afirmou que o país enfrenta o “momento mais corrupto da história do Poder Judiciário” durante a sessão do STF relacionada ao Caso Master. A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), presidida por Janiara Maldaner Corbetta, ressaltou que irregularidades devem ser apuradas individualmente e que não se pode generalizar sobre toda a magistratura.
Movimentações nas eleições de 2026 e denúncias internacionais
Na esfera eleitoral, o empresário Carlos Seabra Suarez, conhecido como “Rei do Gás”, lidera as doações de pessoas físicas para as eleições de 2026. Conforme prestação parcial de contas da Justiça Eleitoral, ele destinou R$ 5,7 milhões a diretórios nacionais de seis partidos, incluindo R$ 1 milhão para MDB, PP, PSD, PSDB e União Brasil, além de R$ 700 mil ao PSB. Até o momento, as doações físicas somam R$ 374,9 milhões para partidos e candidatos.
Em outra frente, o advogado de Carla Zambelli, Fábio Pagnozzi, protocolou uma denúncia no Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Com apoio dos deputados Eduardo Bolsonaro e Eduardo Tagliaferro, a acusação aponta supostos crimes contra a humanidade relacionados a decisões tomadas por Moraes em casos envolvendo opositores e apoiadores de Jair Bolsonaro, incluindo episódios do 8 de Janeiro e processos contra Zambelli, Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio.
Repercussão das decisões do STF nas campanhas políticas mineiras
A recente sessão do STF que discutiu os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça gerou reação imediata entre políticos de Minas Gerais, que compartilharam trechos dos embates nas redes sociais. Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a possibilidade de julgamento conjunto, qualificando a situação como uma “Justiça miserável”. Já André Janones (Rede-MG) destacou a acusação de Moraes de que Mendonça estaria atuando a serviço de um grupo político, acusação esta negada pelo ministro.
