Terras raras: riqueza estratégica para Minas Gerais
O senador Cleitinho (Republicanos), candidato ao governo de Minas Gerais, afirmou em entrevista ao Metrópoles que as terras raras representam o maior ativo do estado. Ele reforçou a necessidade de investimentos em tecnologia e pesquisa para expandir a produção local desses minerais estratégicos.
“Acho que as terras raras são o maior ativo que temos em Minas Gerais. Temos que investir em tecnologia, em pesquisa nas universidades”, declarou Cleitinho, ressaltando a importância de manter a cadeia produtiva dentro do estado.
Produção local e geração de riqueza
Cleitinho defende que a exploração mineral avance para além da extração, incluindo a produção industrial que agregue valor aos recursos. Seu plano de governo prioriza o desenvolvimento de uma cadeia produtiva que valorize as terras raras e minerais estratégicos, criando empregos e fortalecendo a economia mineira.
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“O que a gente tem que fazer é que a produção fique em Minas Gerais. Não é só explorar, tem que produzir, colocar empresa para gerar riqueza aqui”, afirmou o candidato.
Contexto da exploração e investimentos em Minas Gerais
As terras raras são um conjunto de 17 elementos metálicos essenciais para tecnologias como ímãs de alta potência, baterias, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. Apesar de estarem presentes em várias regiões do planeta, sua extração é complexa, pois geralmente estão misturadas a outros minerais em baixas concentrações, exigindo processos específicos para separação e aproveitamento.
Em Minas Gerais, os investimentos concentram-se principalmente no Planalto de Poços de Caldas, onde empresas estrangeiras desenvolvem projetos voltados à exploração de depósitos de argilas iônicas. A Meteoric Resources opera o Projeto Caldeira, que já acumulou mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos e produz concentrado de carbonato misto de terras raras para exportação.
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A Viridis Mining & Minerals atua na mesma região com o Projeto Colossus, que conta com infraestrutura demonstrativa para validar o processamento metalúrgico, incluindo pesquisas nos municípios de Botelhos e Caldas. Em Araxá, os projetos associados ao complexo alcalino estão em fase de licenciamento ambiental.
Desafios e próximos passos para Minas Gerais
Atualmente, a atividade mineira se concentra na prospecção, lavra e produção do concentrado misto. Entretanto, as etapas posteriores, como a separação dos óxidos individuais e a fabricação de ímãs permanentes, ainda são realizadas fora do país. O desafio é ampliar o processamento e industrialização local para gerar maior valor agregado e fortalecer a economia de Minas Gerais.
