Ausência do PT marca o debate para governo de Minas Gerais
O primeiro debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais, promovido pela TV Bandeirantes no domingo (16), foi marcado pela ausência do representante do PT, Patrus Ananias. A ausência do petista, que participou do lançamento da campanha presidencial de Lula em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, motivou um confronto direto entre candidatos do centro e da direita mineira.
A assessoria de Patrus explicou que não havia voo comercial disponível a tempo para que ele retornasse a Belo Horizonte e participasse do debate. Na ausência do PT, o embate ficou restrito aos candidatos presentes: o atual governador e candidato à reeleição Matheus Simões (PSD); o senador Cleitinho (Republicanos); o empresário Flavio Roscoe (PL); o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT); e o vereador Gabriel Azevedo (MDB).
Confrontos entre governistas e opositores dominam debate
O debate focou em críticas aos atuais ocupantes de cargos públicos, especialmente o governador Simões e o senador Cleitinho. Matheus Simões enfrentou cobranças pela distância em relação ao governo federal e pela redução nos investimentos federais destinados a Minas Gerais.
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Cleitinho foi questionado sobre seu voto favorável à renegociação da dívida bilionária do estado no Senado. Alexandre Kalil criticou a decisão, questionando a aprovação sem leitura detalhada do projeto. Cleitinho defendeu o voto como um mal necessário e prometeu diálogo com o próximo presidente da República, independente do eleito.
Como líder nas pesquisas, Cleitinho manteve propostas populares, como o fim da apreensão de veículos por inadimplência do IPVA e a prisão rigorosa de criminosos. Declarou publicamente apoio a Flavio Bolsonaro (PL) no estado, mas ressaltou que para resolver a dívida mineira será preciso superar ideologias e negociar.
Disputa sobre agendas econômicas e éticas
Flavio Roscoe, candidato oficial do PL e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), aproveitou o debate para defender o papel do setor privado em Minas Gerais. Destacou a importância da mineração legal, ressaltando seu impacto econômico para o estado e criticando a visão negativa que o setor frequentemente recebe.
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O debate também teve momentos tensos. Alexandre Kalil respondeu com ironia a uma provocação do governador Matheus Simões, questionando se ele estava “em Nárnia”. Kalil rebateu acusações do vereador Gabriel Azevedo sobre sua atuação contra trabalhadores de aplicativos, negando qualquer perseguição e lembrando que houve debate na época.
Gabriel Azevedo, o mais jovem candidato com 40 anos, tentou levar o debate para temas éticos, provocando o governador sobre sua relação com o ex-secretário de Estado Marcelo Aro, ligado a Daniel Vorcaro. Azevedo criticou as indicações políticas na estatal Cemig, apontando-a como um feudo político.
Campanha em Minas Gerais começa em clima de indefinição
O debate realizado no domingo foi o pontapé inicial de uma campanha ainda aberta e imprevisível em Minas Gerais. A ausência do PT e a polarização entre centro e direita definem o cenário inicial da disputa pelo governo estadual, que promete novos desdobramentos nas próximas semanas.
