MPMG acompanha inauguração das estações Nova Suíça e Amazonas na capital mineira
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Núcleo de Acompanhamento de Reparações por Desastres (Nucard), esteve presente na última sexta-feira, 3 de julho, na cerimônia de inauguração das estações Nova Suíça e Amazonas, as primeiras da Linha 2 do Metrô de Belo Horizonte. O evento, promovido pelo Governo de Minas Gerais, reuniu representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público Federal e outras autoridades locais.
A entrega dessas duas estações marca a etapa inicial da expansão da Linha 2, que conectará a região do Barreiro ao restante da rede metroviária da capital. O projeto contempla sete novas estações, com previsão de conclusão até 2028. Essa ampliação está inserida no contrato de concessão firmado em 2023 e é financiada com recursos do Governo Federal e do Acordo Judicial de Reparação resultante do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, que destinou R$ 440 milhões para o empreendimento.
Impacto social e mobilidade urbana na capital mineira
Durante a cerimônia, familiares das vítimas da tragédia de Brumadinho, representados pela Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (Avabrum), participaram do evento, reforçando a memória das 272 pessoas que perderam a vida no desastre. Os novos trens do sistema trazem identificação que destaca a utilização dos recursos do acordo de reparação.
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As estações iniciaram operação assistida na sexta-feira, com ampliação gradual do atendimento até o funcionamento pleno previsto para os próximos meses. Segundo Leonardo Castro Maia, procurador de Justiça e coordenador do Nucard, essa expansão representa um avanço significativo na mobilidade urbana e na oferta de serviços públicos em Minas Gerais.
“A aplicação dos recursos do Acordo de Brumadinho em obras estruturantes como a expansão do metrô reforça o compromisso com o fortalecimento dos serviços públicos, um dos pilares do acordo de reparação. O Ministério Público seguirá monitorando de perto para assegurar que os investimentos sejam realizados conforme as finalidades previstas”, afirmou Maia.
