Suspeita Detida Após Assassinato de Casal em Belo Horizonte
Uma mulher foi presa em Belo Horizonte como principal suspeita do assassinato de um casal de idosos no bairro São Pedro. A polícia acredita que o crime teve como motivação o roubo dos bens das vítimas, embora outras linhas de investigação ainda não estejam descartadas. Até o momento, não houve manifestação da defesa da acusada.
Detalhes do Caso e Investigação
O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontrados mortos em seu apartamento na terça-feira (30), pelo próprio filho. Segundo laudo da perícia, Cláudio foi atingido por 17 facadas, enquanto Maria Clotilde sofreu sete golpes. Eles foram localizados em cômodos distintos da residência.
A investigação trabalha com a possibilidade de latrocínio, já que a diarista que prestava serviços na casa é apontada como suspeita principal. A perícia não identificou sinais de arrombamento, mas encontrou uma gaveta revirada onde eram guardadas semijoias. Familiares também relataram o desaparecimento de objetos pessoais, como celulares e uma bolsa de grife.
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Imagens e Evidências Reforçam Linha de Investigação
Câmeras de segurança registraram a entrada e saída da diarista no condomínio. Ela chegou por volta das 7h e deixou o prédio às 15h30, vestindo roupas diferentes das que usava na chegada e carregando uma sacola que pode pertencer às vítimas. Além disso, os policiais encontraram em uma caçamba de lixo uma peça de roupa com manchas de sangue, possivelmente descartada pela suspeita, que será submetida à perícia.
Contexto das Vítimas e Repercussão
Cláudio Atala Inácio atuava como advogado em Belo Horizonte desde 1995, quando fundou o escritório Atala Inácio & Advogados Associados. Formado e pós-graduado em Direito Empresarial pela PUC Minas, ele era uma figura respeitada na área. A seccional da OAB-MG lamentou a morte do casal e anunciou a criação de uma comissão especial para acompanhar o processo criminal e atuar como assistente de acusação, caso haja denúncia.
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Familiares relataram que a suspeita, sem antecedentes criminais, enfrentava quadro de depressão e tinha uma dívida de R$ 40 mil com um agiota, o que pode ter influenciado sua motivação para o crime.
