Artista Paulista Encerra Ciclo com Show em Belo Horizonte
Após a turnê de despedida da banda O Terno, programada para 2024 e que conta com a participação de Guilherme d’Almeida e Gabriel Basile, Tim Bernardes retorna a Belo Horizonte na próxima sexta-feira (15/5). O cantor traz um repertório especial, focado em seu mais recente álbum, “Mil coisas invisíveis”, que foi lançado em 2022, marcando sua trajetória solo.
Esse novo trabalho aborda temas como o envelhecimento, a transição para a vida adulta e a exploração do desconhecido. Tim expressa que esse disco representa uma mudança significativa em sua carreira, passando da introspecção à extroversão. Ele enfatiza que esta apresentação será a última oportunidade para o público conferir, na íntegra, as 15 músicas do projeto. “Não vou mais fazer esse show desse jeito, com essas músicas e esse repertório”, avisa o artista, que reconhece que sentirá saudade das canções. “É uma última chance também para mim, porque é um show prazeroso de realizar. As coisas inevitavelmente vão mudar”, reflete.
Uma Nova Fase na Carreira de Tim Bernardes
Com seu disco anterior, “Recomeçar”, Tim apenas realizou uma apresentação de despedida em São Paulo. Desde então, o artista notou um aumento considerável em sua audiência, e agora está embarcando em uma turnê com 13 shows distribuídos por oito cidades do Brasil. Em Belo Horizonte, ele optou por um dos maiores espaços da cidade, o BeFly Hall, onde os ingressos já estão quase esgotados.
Leia também: Menina de 2 anos Viraliza ao Conhecer Irmão Recém-Nascido pela 1ª Vez no Espírito Santo
Fonte: jornalvilavelha.com.br
Um dos fatores que motivaram essa despedida é o início das gravações de um novo álbum. Ao invés de passar um ano inteiro em estúdio, ele decidiu realizar essas últimas apresentações. “O ano que vem representa uma nova fase”, afirma Tim, animado com o que está por vir.
Crescimento Orgânico e Reconhecimento do Público
“Do ano retrasado para agora, notamos um crescimento significativo do público de forma orgânica. Pessoas pediram por esse show novamente e isso fez ainda mais sentido, pois eu também queria”, celebra. Tim Bernardes é um dos principais nomes da cena indie brasileira e, surpreendentemente, se tornou um fenômeno nas redes sociais, sendo associado a estereótipos de homens alternativos e sensíveis, que frequentam brechós e utilizam ecobags.
Embora ele não se aprofunde tanto em sua imagem nas redes sociais, admite que essas percepções existem. Para o artista, ele serve como um reflexo das projeções do público. “Em algumas questões, correspondo ao estereótipo, em outras não tanto. Acredito que todos estamos em constante transformação. O estereótipo é sempre uma simplificação”, brinca Tim.
Mil Coisas Invisíveis: Uma Reflexão Profunda
“Mil coisas invisíveis” marca a estreia solo de Tim Bernardes, lançado simultaneamente nos Estados Unidos e Europa, com turnês internacionais. O disco representa um momento de abertura e autodescoberta. “Conheci o mundo, perdi o medo do desconhecido e adquiri experiências como músico. Chegar a um show com ingressos vendidos me dá outra confiança”, admite.
O artista descreve o álbum como uma tentativa de expandir a percepção e escapar da lógica imediatista. “É um convite para contemplar o mistério da vida, desde as pequenas até as coisas mais profundas”, explica. Com quase quatro anos desde seu lançamento, as músicas seguem ressoando entre os ouvintes, tratando de amor, crescimento pessoal e relações familiares, ocupando um espaço emocional importante na vida das pessoas.
Músicas que Ecoarão por Décadas
Tim Bernardes reafirma seu desejo de criar músicas que transcendem o tempo. “Prefiro fazer discos que não são apenas para o presente, mas que tenham sentido emocional tanto 30 anos atrás quanto 30 anos à frente”, defende. Essa abordagem, segundo ele, estabelece uma relação mais profunda com seu público. “Ir a um show é um retorno a esse refúgio interno”, pondera.
No palco, Tim alterna entre piano, guitarra e violão, e em seu álbum, ele toca diversos instrumentos como piano, baixo e bateria, além de percussão e outros. Para a apresentação na próxima sexta, ele deve incluir “Minas Gerais”, uma canção d’O Terno que celebra a cultura mineira. Já na faixa “Meus 26”, onde menciona o título do disco ao afirmar que “o mundo tem mil coisas invisíveis”, ele expressa amor e afeto por Minas.
Ainda assim, parte do repertório permanece indefinida. “Sempre deixo 30% para ver como a cidade reage, isso torna o show mais divertido e espontâneo para mim”, finaliza o artista.
