Financiamento para Projetos de Resiliência
Nesta terça-feira, 5, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou um significativo investimento de R$ 500 milhões destinado à prefeitura de Belo Horizonte. O objetivo é viabilizar obras essenciais para o combate às enchentes e promover a adaptação climática na cidade.
As intervenções estão alinhadas ao Plano de investimentos em Resiliência e Adaptação Climática do município, englobando o programa BH Resiliente, também conhecido como Projeto Transformador Cidade Jardim. Segundo informações do BNDES, as obras visam a redução dos riscos de alagamentos e deslizamentos, a ampliação de áreas verdes, a recuperação de recursos hídricos e o fortalecimento da capacidade de adaptação da capital mineira a eventos climáticos extremos.
Do total do financiamento, R$ 480 milhões serão alocados a partir do Fundo Clima, enquanto os R$ 20 milhões restantes são provenientes do BNDES Invest Impacto, um programa voltado para investimentos públicos que focam na diminuição das vulnerabilidades socioeconômicas, bem como na adaptação e mitigação das mudanças climáticas.
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O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enfatizou a importância do projeto: “Estamos financiando R$ 500 milhões apenas para o BH Resiliente, um projeto muito bem concebido, que reflete uma nova percepção da cidade diante do aquecimento global e dos extremos climáticos”.
Ações Planejadas para a Cidade
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Entre as diversas ações que serão implementadas estão a construção da bacia de detenção no Parque Calafate, projetada para controlar cheias; a criação de novos parques; a desimpermeabilização de áreas concretadas; e a instalação de jardins de chuva em regiões centrais. A proposta também inclui a contenção de encostas em áreas vulneráveis, a revegetação dessas encostas, a criação de unidades de conservação e a recuperação ambiental de rios, nascentes e brejos da cidade.
Com uma população de aproximadamente 2,3 milhões de habitantes, Belo Horizonte enfrenta desafios significativos, com cerca de 389 mil moradores vivendo em áreas de risco e aproximadamente 307 mil em favelas. A implementação dessas obras é vista como uma resposta vital para minimizar os impactos das chuvas intensas e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
