Vale patrocina o Mercado Central mantendo identidade histórica
A Vale anunciou, no domingo (5), a aquisição dos direitos de nomeação (naming rights) do Mercado Central de Belo Horizonte, mas optou por preservar o nome tradicional do espaço, que completa cem anos em 2029. Até então, desde 2024, o local utilizava a marca Mercado Central KTO, em virtude de um acordo similar com a plataforma de apostas esportivas KTO.
A revelação do patrocínio ocorreu durante a Corrida e Caminhada do Mercado Central, evento realizado na manhã do mesmo dia, em parceria com a agência mineira 18 Comunicação. O contrato firmado com a Vale tem duração de dois anos e prevê investimentos direcionados à infraestrutura, sustentabilidade e iniciativas sociais, com foco em preparar o Mercado Central para as celebrações do seu centenário.
Compromisso cultural e investimentos de impacto social
Para a Vale, a decisão de manter o nome original reflete o compromisso com a proteção e valorização do patrimônio cultural mineiro. “Se é importante para os mineiros, é importante para a Vale. Cultura é um dos pilares do nosso compromisso social”, afirmou Leandro Modé, diretor de comunicação e marca da empresa. Ele ressaltou que o Mercado Central seguirá como referência para moradores e visitantes, agora com um parceiro dedicado à sua preservação e desenvolvimento.
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Embora a mineradora não tenha divulgado o valor do investimento, sabe-se que a Vale já aplicou mais de R$ 1 bilhão em projetos culturais pelo país, incluindo recursos próprios e incentivos via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Em Minas Gerais, a empresa apoia iniciativas como a Orquestra Filarmônica, o Grupo Corpo, o Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira) e o Instituto Inhotim, que deve receber até R$ 400 milhões nos próximos dez anos.
Além disso, a Vale mantém o Memorial Minas Gerais Vale, atualmente em modernização, com reabertura prevista para breve, reforçando sua presença em projetos culturais locais.
Estratégia de comunicação preserva identidade e fortalece laços
Segundo Guto Caram, CEO da 18 Comunicação, o conceito de “right naming” aplicado no acordo visa valorizar a identidade histórica do Mercado Central em vez de substituí-la. “Nosso desafio foi traduzir esse gesto de respeito em uma comunicação que fortalecesse a conexão entre a Vale, o Mercado Central e os mineiros”, explicou.
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Assim, a parceria entre a Vale e o Mercado Central reforça o compromisso da mineradora com o desenvolvimento cultural e social em Belo Horizonte, garantindo que um dos principais patrimônios da cidade continue a ser valorizado para as próximas gerações.
