Eleição define senadores do Rio Grande do Sul
Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) foram eleitos senadores pelo Rio Grande do Sul neste domingo (4), com 87,04% das seções apuradas. Sanderson recebeu 3.069.361 votos, equivalente a 30,05%, enquanto Van Hattem obteve 3.066.279 votos, ou 30,02%.
Em 2026, a renovação do Senado contemplou dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, totalizando 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor pôde votar em dois candidatos distintos.
Compromissos e prioridades dos eleitos
Após a confirmação dos resultados, Sanderson destacou a necessidade de solucionar a questão fiscal do Rio Grande do Sul e o endividamento rural, além de restaurar o protagonismo do estado. “Temos que resolver a questão fiscal do RS. Questão do endividamento rural, além, claro, de devolvermos protagonismo ao RS”, afirmou.
Van Hattem, por sua vez, ressaltou a unidade da chapa e criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). “Desde o início a gente apostou na campanha junta e casada, quem é Marcel é Sanderson e quem é Sanderson é Marcel. A gente quer recuperar o Brasil. Não temos sentimento de revanche, a gente quer justiça. O que ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF) não pode ser tolerado”, declarou.
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Fonte: triangulodeminas.com.br
Trajetórias políticas e perfil dos senadores
Sanderson inicia seu primeiro mandato no Senado. Ele entrou na política em 2018, quando foi eleito deputado federal pela primeira vez, sendo reeleito em 2022. Natural de Erechim, nascido em 1969 e criado em Santo Ângelo, Sanderson é oficial R2 do Exército Brasileiro na arma de Infantaria. Abandonou as Forças Armadas para ingressar na Polícia Federal (PF) em 1996, onde atuou até sua eleição para a Câmara Federal em 2018.
Na trajetória política, presidiu o Sindicato dos Policiais Federais do RS e atuou como conselheiro da Federação Nacional dos Policiais Federal. Na Câmara dos Deputados, comandou a Comissão Permanente de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado em 2023 e foi vice-líder da Oposição ao governo Lula (PT) em 2025, além de ter sido vice-líder do governo Jair Bolsonaro (PL).
Marcel van Hattem também cumpre seu primeiro mandato no Senado. Atual deputado federal, iniciou sua carreira política em 2004, aos 18 anos, como vereador em Dois Irmãos. Foi deputado estadual de fevereiro de 2015 a março de 2018. Em 2018, foi o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul, com 349.855 votos, e reeleito em 2022.
Van Hattem foi o primeiro líder da bancada do Novo na Câmara dos Deputados e coordena a Comissão Externa que avalia os danos causados pelas enchentes no RS. É bacharel em Relações Internacionais e possui especialização em Direito, Economia e Democracia Constitucional pela UFRGS. Também é mestre em Ciência Política pela Universidade de Leiden, com formação em Jornalismo, Mídia e Globalização nas universidades de Aarhus, Dinamarca, e Amsterdã, Holanda. Participou ainda do Programa de Liderança Política, Social e Empresarial da Georgetown University, nos Estados Unidos.
Estratégia de campanha e articulação política
Durante a campanha, Sanderson e Van Hattem adotaram uma estratégia conjunta, reforçando o lema: “Quem vota em Sanderson, vota em Van Hattem; e quem vota em Van Hattem, vota em Sanderson”. Essa articulação se refletiu na votação, com índices muito semelhantes para ambos.
Nos debates, a dobradinha entre os partidos PL e Novo foi clara. Eles se apoiaram mutuamente para criticar adversários e direcionaram discursos contra o governo Lula (PT), buscando consolidar a unidade da chapa.
