Chamas Atingem Casa em Santa Luzia
Um incêndio de grandes proporções atingiu o terceiro andar de uma residência situada no bairro São Geraldo, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite dessa quarta-feira, 15. As chamas, que começaram pouco antes das 21h, eram visíveis a uma distância considerável e alarmaram a comunidade.
Ramon Piter, morador da casa, não estava presente durante o incidente, mas relatou que o fogo teve início no quarto de sua mãe. Ele acredita que uma geladeira instalada no cômodo pode ter sido a causa do incêndio, que destruiu diversos móveis e objetos pessoais.
Antes da chegada do Corpo de Bombeiros, moradores e vizinhos mobilizaram-se para combater as chamas utilizando baldes e mangueiras. “Eu e meu tio, além dos meus primos, subimos com as mangueiras e fomos apagando. Depois os bombeiros chegaram”, relata Ramon, demonstrando a solidariedade da comunidade.
A Intervenção dos Bombeiros
Segundo o tenente Rafael Jucá, a ação inicial dos moradores foi crucial para conter o avanço das chamas, embora não seja uma prática recomendada. “Eles combatem sem perícia ou instrução. Assim que chegamos, pedimos para que descessem para que o Corpo de Bombeiros assumisse”, explicou o tenente.
Os bombeiros conseguiram controlar o incêndio em aproximadamente dez minutos, mas o processo de rescaldo se prolongou por mais de uma hora. A equipe enfrentou dificuldades de acesso ao local e precisou restringir o uso de água para prevenir o risco de desabamento da estrutura. Em total, foram utilizados cerca de 5 mil litros de água.
Infelizmente, durante o incêndio, parte do telhado da casa cedeu, atingindo imóveis vizinhos. Por motivos de segurança, a Defesa Civil interditou a área e recomendou que duas famílias deixassem suas casas temporariamente.
Moradores Afetados pelo Incêndio
Entre os afetados está Solange Antônia dos Santos, cuja residência sofreu danos em mais de um cômodo. Ela foi autorizada a entrar rapidamente em seu imóvel para recuperar roupas e documentos importantes. “Eu vou ficar na casa da minha vizinha, que gentilmente me ofereceu abrigo. Amanhã, só Deus sabe. Não tenho para onde ir e não tenho condições de pagar aluguel, estou sem trabalho”, desabafou Solange, evidenciando a vulnerabilidade de muitos moradores em situações de crise.
A situação continua a preocupar a comunidade local, que se mobiliza para ajudar aqueles que perderam suas moradias. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda um retorno sobre a investigação do caso.
