Resultados das eleições brasileiras no exterior revelam cenários distintos
Nas eleições de 2026, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a garantir expressiva vantagem em diversas seções eleitorais na Ásia e no Oriente Médio, enquanto o candidato Flávio Bolsonaro (PL) conquistou vitórias em outros países da região. No continente asiático, Lula obteve a maioria dos votos em três seções da China continental: Pequim, Xangai e Cantão. O petista somou 268 votos contra 98 de Flávio Bolsonaro.
No Oriente Médio, Lula também venceu com folga na Síria (97 votos a 7) e na Palestina, onde a votação aconteceu em Ramala, com 1078 votos contra 46 do candidato do PL. O petista liderou ainda na Arábia Saudita, com 52 votos ante 22 do adversário. Essa distribuição de votos evidencia o apoio consolidado do PT em alguns países estratégicos da região.
Vitórias de Flávio Bolsonaro em países do Pacífico e Oriente Médio
Em contrapartida, Flávio Bolsonaro obteve a maioria dos votos em Israel, com 523 contra 92 de Lula em todas as seções somadas. Na região administrativa especial de Hong Kong, o candidato do PL também levou a melhor, com 105 votos frente a 99 do petista. Em Taiwan, Flávio ampliou sua vantagem, alcançando 107 votos ante 77 de Lula.
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No Japão, país com uma das maiores colônias brasileiras, Flávio conquistou todas as seções eleitorais, obtendo quase cinco vezes mais votos que Lula. O total registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral foi de 25.109 votos para o candidato do PL, contra 5.567 do petista. Além disso, Flávio venceu também nas Filipinas e na Tailândia, com folgas modestas nas principais cidades, e levou a maioria dos votos em Qatar (173 a 147) e Emirados Árabes Unidos (659 a 512).
Perfil do eleitorado brasileiro no exterior e suas implicações
Antes mesmo da abertura das urnas no Brasil, 124 mil eleitores já haviam justificado ausência no voto no exterior. No total, 918.876 brasileiros estavam aptos a votar fora do país em 2026. A disparidade nos resultados em países como Japão, onde Lula historicamente enfrenta resistência, pode estar associada ao perfil mais conservador dos brasileiros residentes, conforme análise do jornalista Shinichiro Nakaba, que destaca também o desgaste com casos de corrupção como fator de influência.
Na China, uma mudança de perfil foi observada em Guangzhou, uma cidade que tradicionalmente rejeitava o PT, mas que agora apresenta um eleitorado mais diversificado, incluindo um número crescente de estudantes, segundo Gabriel Valdetaro, doutorando em relações internacionais na Universidade Tsinghua.
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Panorama dos primeiros resultados na Europa e desafios logísticos
Na Europa, os primeiros números indicam vantagem para Lula na Estônia (142 votos contra 19), Finlândia (475 contra 155) e Chipre (24 contra 20). Já na Grécia, Flávio Bolsonaro liderou com 230 votos contra 196 do petista. Países com grandes colônias brasileiras, como França, Reino Unido e Alemanha, ainda não divulgaram os dados oficiais, apesar do fechamento das urnas.
Além dos resultados, a logística eleitoral no exterior chamou atenção. Na Suíça, eleitores relataram filas superiores a quatro horas, e em Portugal foram registradas longas esperas. Essas dificuldades refletem o desafio de organizar a votação para a ampla diáspora brasileira, impactando a participação e a fluidez do processo.
