Medidas Administrativas e Judiciais em Belo Horizonte
A Polícia Civil de Minas Gerais decidiu afastar uma servidora que está sendo investigada por desvio de armas e dinheiro da corporação. A informação foi divulgada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (10/3) e atende a uma ordem judicial. O afastamento, que é temporário, proibiu a analista de atuar na 1ª Delegacia de Polícia Civil do Barreiro, localizada em Belo Horizonte, até que novas determinações da Justiça sejam estabelecidas.
A servidora não poderá acessar unidades da Polícia Civil em Minas Gerais, incluindo a delegacia onde trabalhava. Essa decisão é uma medida preventiva para evitar qualquer influência nas investigações em curso.
O afastamento ocorreu logo após a Justiça ter imposto novas medidas cautelares contra a funcionária durante a apuração dos fatos. Entre essas medidas estão a obrigação de uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país. Esse último ponto foi considerado essencial, especialmente após a servidora ter adquirido uma passagem aérea com destino aos Estados Unidos, levantando suspeitas de uma possível fuga. Além disso, o passaporte dela foi retido pela Justiça.
A investigação apura o possível envolvimento da servidora no desvio de aproximadamente 200 armas, além de valores que estão ligados a atividades policiais. O caso segue sob investigação, e as medidas cautelares que incluem o afastamento e o monitoramento eletrônico continuarão em vigor até que novas decisões sejam tomadas pela Justiça.
