Brasília avança na preparação para a Copa Feminina de 2027
Mesmo com a eliminação precoce da seleção masculina nas oitavas de final contra a Noruega, o sentimento de Copa permanece vivo no país. A Copa do Mundo Feminina 2027 está a menos de um ano de começar, marcando a primeira vez que um país da América do Sul sediará o torneio.
Em Brasília, a organização já está a todo vapor. O Governo do Distrito Federal (GDF) lidera as ações relacionadas à cidade-sede, oferecendo suporte institucional, coordenando políticas públicas e garantindo que todas as exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa) sejam cumpridas.
Experiência e estrutura consolidada
Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer do DF, destaca o histórico da capital em sediar eventos esportivos internacionais. “Brasília tem uma vantagem importante por já ter recebido grandes competições, como a Copa do Mundo de 2014, a Copa das Confederações de 2013 e diversos jogos da seleção brasileira, o que traz experiência técnica e operacional para eventos desse porte”, afirma.
O secretário ressalta que a cidade já dispõe da infraestrutura necessária para a Copa, evitando grandes investimentos. “Grande parte da estrutura, como o Estádio Nacional Mané Garrincha, centros de treinamento, mobilidade urbana, rede hoteleira e equipamentos públicos, já está disponível, reduzindo a necessidade de obras estruturantes”, explica.
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Impacto econômico e legado social
Espera-se que a Copa do Mundo Feminina impulsione o mercado local, beneficiando setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio, economia criativa e produção de eventos. “Além do impacto econômico direto, o evento é uma oportunidade estratégica para aumentar a visibilidade internacional de Brasília como destino turístico, esportivo e de negócios”, acrescenta Junqueira.
Ele reforça que sediar o torneio é um marco para o desenvolvimento esportivo e social da capital. “A realização da Copa representa uma oportunidade histórica para consolidar Brasília como referência internacional na organização de grandes eventos esportivos”, destaca. “O evento também fortalecerá o futebol feminino, ampliará a participação de meninas e mulheres no esporte, incentivará a prática esportiva e promoverá a inclusão social.”
Perspectiva de quem vive o futebol
A árbitra Francieli Reis Nascimento, 40 anos, expressa entusiasmo com a escolha de Brasília como cidade-sede. Moradora de Planaltina, região administrativa do DF, ela lembra que o futebol feminino ainda enfrenta preconceitos. “Receber a Copa do Mundo é um reconhecimento e uma chance de crescimento para atletas, árbitras e profissionais do esporte”, comenta.
Francieli, que jogou no Minas Sobradinho no Campeonato Brasiliense, reforça o impacto do torneio para inspirar jovens. “Quando meninas veem mulheres em grandes espaços no esporte, elas entendem que também podem sonhar. A Copa será uma grande vitrine e motivará novas gerações a acreditarem no futebol como caminho possível.” Ela também destaca a necessidade de mais investimentos, visibilidade e apoio institucional para o futebol feminino no país.
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Rumo ao título histórico
A seleção brasileira feminina busca o primeiro título mundial em 2027. A abertura da competição será no estádio Neo Química Arena (SP), em 24 de junho, e a final acontecerá no Maracanã (RJ), no dia 25 de julho.
Além de Brasília, outras cidades como Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife e Porto Alegre também receberão jogos, todas já com experiência na Copa masculina de 2014. Estádios como Mineirão, Arena BRB Mané Garrincha, Arena Castelão, Beira-Rio, Arena Pernambuco, Maracanã, Arena Fonte Nova e Neo Química Arena sediarão as partidas.
Ao todo, 32 seleções disputarão a taça, sendo que 11 já estão classificadas: Brasil, Alemanha, Argentina, Colômbia, Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Filipinas, Japão e Nova Zelândia.
Atualmente, o Brasil ocupa a 6ª posição no ranking mundial da Fifa e é considerado uma das melhores equipes do mundo. Nas últimas edições, a seleção não alcançou o protagonismo esperado: em 2019 avançou às oitavas, mas foi eliminada pela França na prorrogação; em 2023, caiu na fase de grupos pela primeira vez desde 1995. A melhor campanha da equipe foi o vice-campeonato em 2007, na China.
