Legado eterno no entretenimento brasileiro
Laura Cardoso, uma das atrizes mais respeitadas da televisão nacional, faleceu aos 98 anos. A notícia emocionou o Brasil, que reconhece sua contribuição imensa para a dramaturgia. Em comunicado oficial, a TV Globo ressaltou: “Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”.
Com contrato vitalício na Globo, Laura estava afastada das novelas desde 2019. Seu último papel na teledramaturgia foi Matilde Azevedo na novela “A Dona do Pedaço”. Mesmo afastada, participou da inauguração da sua estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo, em outubro de 2025, além de gravar a vinheta de fim de ano da emissora.
Trajetória pioneira da rádio à televisão
Natural do bairro paulistano do Bixiga, Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni iniciou a carreira no rádio aos 15 anos, na Rádio Cosmos. Foi nesse meio que conheceu o marido, Fernando Baleroni, com quem teve duas filhas, Fernanda e Fátima. Ele faleceu na década de 1980.
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Laura estreou na televisão em 1952, no programa “Tribunal do Coração”, na TV Tupi, tornando-se uma das pioneiras da teledramaturgia nacional. Ao longo de mais de sete décadas, acumulou mais de 100 trabalhos, incluindo mais de 60 novelas em canais como Tupi, Excelsior, Record, Cultura e Globo, onde começou em 1981 com “Brilhante”.
Entre seus personagens mais marcantes estão Isaura, de “Mulheres de Areia” (1993), e Guiomar, de “A Viagem” (1994). Sua trajetória foi reconhecida com prêmios como o Shell de Teatro (1990 e 1993), a Ordem do Mérito Cultural (2006) e o Troféu APCA de melhor atriz por “Irmãos Coragem” (1995).
Cinema, dublagem e reflexões sobre a vida
Além da televisão, Laura Cardoso atuou em mais de 20 filmes, conquistando público e crítica. No universo da dublagem, emprestou a voz à personagem Betty, do desenho “Os Flintstones”, nos anos 1960. Destaque também para os filmes “Terra Estrangeira” (1995) e “Através da Janela” (2000), pelo qual recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Miami.
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Fonte: decaruaru.com.br
Com energia rara para sua idade, mantinha a convicção de que artistas devem continuar trabalhando enquanto puderem. Sobre a morte, expressava uma visão natural: “A gente se aposenta quando vai embora”, afirmou em 2006. Em entrevista de 2019, completou com leveza: “É uma besteira ter medo da morte! Ela é imprevisível, mas inevitável. Amo a vida, agradeço a Deus por ter chegado a essa idade, mas a gente um dia vai embora”.
