Críticas de Ben Mendes aos concorrentes
Belo Horizonte – O pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Ben Mendes, do partido Missão-MG, se apresentou como o único concorrente verdadeiramente de direita na disputa. Em entrevista ao Metrópoles, Mendes declarou: “Tudo quanto eu e meu partido falamos, pensamos e escrevemos sobre Minas Gerais e sobre o Brasil é puramente de direita.” Durante a conversa, ele não hesitou em criticar seus oponentes, que se autodenominam do mesmo espectro político.
Embora suas intenções políticas sejam claras, os resultados nas pesquisas ainda não são favoráveis a Mendes. Ele destacou que o atual governador, Mateus Simões, é do mesmo partido de Gilberto Kassab (PSD) e insinuou que as decisões políticas deles seguem a tendência do momento, “onde a banda tocar”.
Posições de Cleitinho e as críticas a Simões
Mendes foi enfático ao afirmar que Simões carece de um plano concreto para o governo de Minas. Além disso, disparou críticas ao senador Cleitinho (Republicanos-MG), sustentando que ele não é de direita e, por isso, enfrenta resistência do Partido Liberal de Minas (PL). “O PL Bolsonarista está rejeitando o Cleitinho justamente por isso, porque ele não é de direita”, garantiu.
O pré-candidato acrescentou que a associação política de Cleitinho com figuras do PT, como André Janones, compromete sua posição. Mendes destacou que Cleitinho frequentemente vota ao lado da esquerda em pautas populistas, alegando que ele evita a dura responsabilidade de tomar decisões difíceis, comparando-o ao médico que evita prescrever um remédio amargo necessário para cura.
Embora reconheça ter uma boa relação com Cleitinho, Mendes reforçou que a fidelidade às pautas políticas é fundamental. “O governante tem de ser previsível. Você deposita um voto de confiança no político e espera que ele vote conforme as conveniências que você motivou a votar nele. Não pode ser esse joga pra lá e joga pra cá”, declarou.
Críticas a Mateus Simões
Ben Mendes também não poupou críticas ao atual governador. Ele contesta as frequentes viagens de Simões, afirmando que o governador está se comportando de maneira semelhante a Lula, utilizando a máquina pública para benefícios pessoais. “Mateus Simões, com essas viagens, está provando que aprendeu muito bem como meter a mão nos recursos públicos”, disse Mendes, questionando as motivações por trás da transferência da capital do estado para diversas cidades do interior, desde que assumiu o cargo.
Desde a saída de Romeu Zema, Simões já transferiu a capital para cidades como Uberlândia, Ipatinga, Ubá, Pouso Alegre, Poços de Caldas e Diamantina. Mendes questiona: “Quem é que está pagando essas diárias?”, em claro tom de crítica às despesas geradas.
A visão de Mendes sobre Romeu Zema
Na mesma entrevista, o pré-candidato não hesitou em criticar Romeu Zema (Novo), afirmando que ele abandonou a Segurança Pública em Minas Gerais. “Se eu fosse governador de Minas Gerais, você acha que eu ia deixar facções criminosas vindo de outro estado se criarem em Minas Gerais?”, indagou, ressaltando que a falta de atenção à segurança pública resultou na vinda de facções de outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, que estariam dominando territórios em Minas Gerais.
Mendes acredita que a segurança pública foi negligenciada na gestão de Zema, o que teria contribuído para a atual situação do estado. A postura firme do pré-candidato reflete sua disposição em se posicionar como uma alternativa para os eleitores que buscam um verdadeiro representante da direita no governo.
