Funeral da repórter Alice Ribeiro
A jornalista Alice Ribeiro, de 35 anos, que atuava na TV Band Minas, foi sepultada na manhã deste sábado (18) no Cemitério Parque da Colina, localizado no bairro Nova Cintra, em Belo Horizonte. A repórter faleceu em decorrência de um acidente ocorrido na BR-381, que deixou a comunidade jornalística e seus familiares em luto.
As informações sobre o funeral foram divulgadas pela própria emissora, que destacou o desejo da família de que as cerimônias em homenagem a Alice fossem restritas aos amigos mais próximos. “Neste momento de despedida, a família solicitou que as cerimônias em homenagem à nossa querida Alice fiquem restritas ao círculo íntimo de convivência”, afirmou a Band.
A confirmação da morte de Alice ocorreu na noite de quinta-feira (16), quando o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, comunicou a morte encefálica da repórter. Esse estado é caracterizado pela perda irreversível das funções cerebrais e foi declarado após a realização de uma série de exames que corroboraram o diagnóstico.
A jornalista estava internada desde a quarta-feira (15), data em que sofreu o acidente. O veículo em que ela se encontrava colidiu com um caminhão na altura do km 444, sentido Belo Horizonte, em Sabará, na Região Metropolitana. O cinegrafista da emissora, Rodrigo Lapa, que também estava no carro, faleceu logo após a batida. Alice foi resgatada pela equipe da aeronave Arcanjo, do Corpo de Bombeiros, e levada ao Hospital João XXIII.
Imagens do local do acidente revelam a gravidade da colisão, com a parte dianteira do carro da emissora completamente destruída. Informações recebidas pela Itatiaia indicam que a equipe da TV Band havia realizado uma entrevista momentos antes do acidente, que tratava sobre o início das obras de duplicação na rodovia.
O agente da Polícia Rodoviária Federal, Flávio Marques, relatou que o veículo da Band Minas invadiu a contramão, o que ocasionou a colisão com o caminhão. Marques levantou a hipótese de que Rodrigo Lapa, o condutor do veículo, pode ter passado mal ou adormecido ao volante. Contudo, a dinâmica do acidente ainda está sob investigação das autoridades competentes. De acordo com o policial, a rodovia onde o acidente ocorreu é conhecida por sua periculosidade, apresentando um elevado índice de acidentes, especialmente colisões frontais.
Leonardo Saldanha Marques de Assis, o motorista do caminhão envolvido no acidente, também conversou com a Itatiaia e relatou sua versão dos acontecimentos. “Tentei jogar para o acostamento e vi que o carro continuou indo junto a mim. Aí eu comecei a reduzir e frear, só que ele continuou vindo e acabou colidindo comigo. E aconteceu a tragédia que aconteceu”, disse, visivelmente abalado.
