Medidas Emergenciais e Reforços no Atendimento
O governo de Minas Gerais está em alerta devido ao crescimento significativo de casos de doenças respiratórias, com ênfase em cidades como Belo Horizonte e Contagem. Em resposta a esse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde intensificou o monitoramento da situação desde março, reforçando a recomendação para os municípios decretarem emergência em saúde pública. Essa ação visa aumentar a capacidade de resposta frente ao surto.
Na última sexta-feira (10/04), a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou um decreto de emergência em saúde pública devido à ascensão nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, entre fevereiro e março deste ano, houve um aumento expressivo de 87% na busca por atendimento relacionado a doenças respiratórias.
O secretário municipal de Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto, enfatizou que o decreto permitirá uma mobilização mais ágil de recursos e equipes. “O objetivo do decreto de emergência é facilitar as ações de saúde. Já estamos reforçando as unidades de pronto atendimento com mais profissionais, o que também possibilita a rápida alocação de leitos. Entretanto, o foco primordial continua sendo a prevenção. As vacinas são fundamentais, e isso é respaldado pela ciência”, afirmou.
Com a vigência do decreto, a prefeitura poderá realocar equipes e recursos conforme a demanda for aumentando. Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), como as das regiões Leste, Nordeste e Pampulha, já estão recebendo reforço e o monitoramento se estende a todas as regionais.
Monitoramento e Vacinação: A Chave para o Controle
No âmbito estadual, Eduardo Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde de Minas Gerais, indicou que o crescimento nos casos já era observado semanas antes. “Desde o final de março, notamos um aumento nas curvas epidemiológicas, especialmente na região central, com um crescimento na procura por atendimento na atenção primária e secundária. Portanto, os decretos de emergência em municípios como Belo Horizonte e Contagem foram sugeridos pelo estado, que já estava monitorando a situação e oferecendo suporte”, explicou.
Para melhor controlar a situação, Minas Gerais implementou, no início de março, uma sala dedicada ao monitoramento de vírus respiratórios, com a responsabilidade de acompanhar os dados de todos os 853 municípios. Essa estratégia possibilita uma identificação rápida do avanço dos casos e a orientação das ações necessárias a nível local.
Além do monitoramento, o governo também está promovendo campanhas para reforçar a vacinação como a principal medida para evitar o agravamento das doenças respiratórias. “Mais de 800 municípios estão realizando ações de vacinação contra a influenza. A vacina representa a melhor forma de prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos”, destacou Prosdocimi.
O subsecretário sublinhou a importância da imunização e fez um apelo à população: “Se a vacina está disponível no SUS, é porque ela é segura e eficaz. Não se deixe levar por informações falsas. Vacinas salvam vidas, e a boa vacina é aquela que está no braço”, concluiu.
