Medidas de Emergência em Belo Horizonte
A Prefeitura de Belo Horizonte proclamou situação de emergência em resposta ao aumento expressivo de casos de doenças respiratórias. Essa decisão foi tomada levando em conta que, caso a atual tendência de atendimentos continue, o pico de casos pode ser esperado entre os dias 19 de abril e 2 de maio.
Segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado na última quinta-feira (9), Belo Horizonte figura entre as capitais do Brasil que apresentam níveis de atividade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em alerta, risco ou alto risco, além de mostrar uma crescente tendência nos últimos seis semanas.
O prefeito Álvaro Damião expressou preocupação com a situação: “Estamos enfrentando um desafio que ultrapassa os limites de Belo Horizonte. Esta é uma época de transição climática na cidade, e, atualmente, observamos um cenário de superlotação em diversos centros de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em decorrência das doenças respiratórias.”
Aumento nos Atendimentos e Internações
Em 2026, a prefeitura registrou cerca de 112 mil atendimentos a pessoas com sintomas relacionados a doenças respiratórias, realizados nos 153 centros de saúde e nas nove UPAs da cidade. As faixas etárias que mais buscavam atendimento eram os adultos de 20 a 39 anos, com aproximadamente 15 mil atendimentos, seguidos por indivíduos de 40 a 59 anos, que contabilizaram cerca de 11 mil atendimentos.
No que diz respeito às solicitações de internação, foram mais de 3,7 mil registros. A maioria das solicitações veio de pacientes idosos, com 60 anos ou mais, que demandaram mais de 1,8 mil leitos hospitalares. O segundo grupo com maior necessidade foi composto por pessoas de 40 a 59 anos, com quase 600 pedidos de internação.
Prevenção e Campanha de Vacinação
A vacina contra a gripe permanece como a principal estratégia de prevenção para evitar casos graves. O Ministério da Saúde deu início à campanha de imunização no final de março, priorizando grupos vulneráveis como idosos, crianças e gestantes.
Entretanto, a adesão à vacinação ainda é considerada insatisfatória. Por exemplo, no Rio Grande do Sul, apenas 12% da meta de vacinação estabelecida foi alcançada até o momento.
