II Encontro Nacional de Inteligência Artificial
Durante a abertura do II Encontro Nacional de Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas (ENIATC), realizado em Belo Horizonte (MG), o conselheiro Alisson Alencar, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), ressaltou a necessidade de um uso responsável da Inteligência Artificial na administração pública. O evento, que ocorreu nesta segunda-feira (30), contou com a presença de mais de 2,2 mil participantes, incluindo representantes de todos os estados brasileiros, do Distrito Federal e de 280 municípios mineiros.
Com o tema “Inteligência Artificial no Controle e na Governança Pública: entre a Regulação, a Ética e a Inovação”, o ENIATC foi um espaço propício para debater a aplicação da tecnologia no setor público. Alencar enfatizou que a Inteligência Artificial deve ser utilizada com entusiasmo, porém sempre com um foco na responsabilidade. Segundo ele, é fundamental promover uma transformação digital justa, coerente e que não seja permeada por vieses.
A Importância da Direção Clara
Durante sua fala, Alisson Alencar sublinhou a relevância de se ter um direcionamento claro na adoção de ferramentas tecnológicas, garantindo que os investimentos em inovação resultem em melhorias tangíveis no acesso aos serviços públicos. Ele afirmou que um uso adequado da tecnologia pode não apenas aumentar a eficiência da gestão, mas também fortalecer o controle social. “Os tribunais de contas têm um papel fundamental em encurtar caminhos e mostrar a direção correta para que a administração pública avance na transformação digital”, disse Alencar.
O ENIATC se consolidou como um dos principais fóruns nacionais sobre inovação no setor público, promovendo um intercâmbio de experiências entre conselheiros, auditores, especialistas e pesquisadores. Com isso, o conselheiro Alisson Alencar destacou o protagonismo desses tribunais na condução do processo de digitalização.
Transformação Digital e Governança
Além de sua atuação no TCE-MT, onde lidera a Comissão Permanente de Transformação Digital e Disrupção (CPT2D), Alencar também coordena a área de Tecnologia e Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas do Brasil, uma função vinculada à Atricon. Essa iniciativa integra uma estratégia nacional voltada à modernização do sistema de controle externo, focada em governança, inovação e uso inteligente de dados.
Outro ponto ressaltado foi a dualidade da tecnologia. Alencar observou que a Inteligência Artificial pode facilitar o acesso aos serviços públicos e aumentar a eficiência administrativa, mas também exige rigor na avaliação de seus impactos. “É essencial que essas ferramentas sejam auditadas para garantir que não ampliem desigualdades ou reforcem discriminações. Precisamos de sistemas neutros e imparciais que contribuam para a pacificação social”, afirmou o conselheiro.
Programação e Foco na Ética
A programação do encontro prossegue com discussões sobre metodologias, regulação e boas práticas no uso de Inteligência Artificial, reforçando o papel dos tribunais de contas como agentes indutores de inovação e de uma governança pública mais eficiente, transparente e orientada ao cidadão. Essa abordagem ética e responsável é crucial para assegurar que a tecnologia atenda realmente às necessidades da população, promovendo melhorias no dia a dia e contribuindo para uma sociedade mais justa.
O ENIATC se reafirma, assim, como um espaço vital para a troca de ideias e experiências, essencial para a evolução do uso da Inteligência Artificial na administração pública brasileira.
