Araguari consolida força política com três deputados e disputa pela presidência da ALMG
As eleições de 2026 remodelaram o mapa político de Minas Gerais, destacando principalmente as cidades do interior, como Araguari e Divinópolis, que ampliaram sua presença nos principais espaços de poder estadual e nacional. Em Araguari, três deputados diretamente ligados ao município assumirão mandatos na próxima legislatura, enquanto a articulação política local projeta a candidatura de um deles à presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O município do Triângulo Mineiro contará com Zé Vitor, reeleito deputado federal, e com Raul Belém e Doorgal Andrada, eleitos deputados estaduais. Zé Vitor, natural de Araguari, obteve 34.517 votos no município, correspondendo a 53,97% dos votos válidos para deputado federal. Em todo o estado, foi reeleito com 145.006 votos. Raul Belém conquistou 74.546 votos para a Assembleia Legislativa, enquanto Doorgal Andrada alcançou 100.333 votos, com destaque para os 14.944 votos obtidos em Araguari, sua principal base eleitoral em Minas Gerais.
Doorgal Andrada lidera articulação para presidência da Assembleia Legislativa
Doorgal Andrada (PP) ganhou força na disputa pela presidência da ALMG após o Partido Liberal (PL) retirar o nome de Bruno Engler e declarar apoio ao parlamentar. O PSD também manifestou apoio, ampliando a base política para que Andrada assuma o comando do Legislativo estadual. A eleição da Mesa Diretora está marcada para 1º de fevereiro de 2027, no dia da posse dos 77 deputados estaduais, mas a definição depende ainda de negociações políticas e votação em plenário.
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Além disso, Zé Vitor preside o PL em Minas Gerais, partido que aderiu à candidatura de Doorgal, fortalecendo ainda mais a influência de Araguari nas articulações estaduais.
Divinópolis amplia representação com governador eleito, senador e parlamentares
No Centro-Oeste mineiro, Divinópolis aumentou sua presença política após as eleições de 2026. Cleitinho Azevedo, natural do município, foi eleito governador de Minas Gerais já no primeiro turno, com 55,40% dos votos válidos. Sua trajetória política inclui mandatos como vereador em Divinópolis, deputado estadual e senador antes da eleição para o Executivo estadual.
A cidade também é base política do senador eleito Domingos Sávio, que fortalece a representação local no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, foram eleitos parlamentares com vínculos políticos em Divinópolis, como Gleidson Azevedo, Ana Elisa, Gleide Andrade e Lohanna França. Eduardo Azevedo conseguiu a reeleição para deputado estadual na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
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Diversidade partidária marca o novo cenário político de Divinópolis
A representação de Divinópolis reflete uma pluralidade partidária, com lideranças do Republicanos e do PL, entre eles Cleitinho, Gleidson, Eduardo Azevedo e Domingos Sávio. Por outro lado, o município também conta com parlamentares ligados ao PT e ao PV, como Ana Elisa, Gleide Andrade e Lohanna França. Essa diversidade amplia as possibilidades de diálogo político junto ao Governo de Minas, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa, mesmo que não haja necessariamente uma atuação conjunta entre essas lideranças.
Desafios para transformar representatividade em resultados efetivos para o interior
O aumento da presença política de Araguari e Divinópolis não garante automaticamente mais investimentos ou recursos para esses municípios. Mandatos estaduais e federais têm responsabilidades que extrapolam as cidades de origem. No entanto, a concentração de lideranças pode facilitar o diálogo institucional e fortalecer a capacidade de articulação das regiões para temas como desenvolvimento econômico, infraestrutura e serviços públicos.
Araguari destaca-se com a possibilidade de ter um deputado na presidência da ALMG e um representante no comando estadual do PL, enquanto Divinópolis terá um governador eleito e uma rede de parlamentares distribuídos entre diferentes partidos e esferas de poder. O primeiro teste desse novo cenário será a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em fevereiro de 2027, quando também começam os novos mandatos. A partir desse momento, o desafio será converter a força eleitoral em articulação política que gere resultados para as regiões representadas.
